10 de abr. de 2010

Desejo


que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. 
Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre.
Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território.
Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura.

Dizem


que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.

9 de abr. de 2010

Please


Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, 
olhe dentro de você e pergunte:
estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?

Sorry


Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis e aquele baixinho, meio eSqUiSitO, que não sai da sua cabeça..

8 de abr. de 2010

Tempo


O tempo não se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens.

. . .


A felicidade, assim como a bebedeira, vai e vem. A felicidade, assim como o sexo, entra e sai. A felicidade, assim como ele, era impossível. Mas não é pra tentar ser feliz que a gente vive?

...


Alegria, alegria.
Eu me implorava. 
E dá para sentir isso o tempo todo?
Eu me cobrava tanto ser feliz que às vezes perdia a noção de que já era. 
Fugir da felicidade ou fugir com ela?

Alegria


Nada de alegria, alegria.
Ele fecha a porta e volta para sua vida real.
Para os dois, porque ele não era egoísta:
tristeza, tristeza.

Apesar de


 todo esforço, meu poder era uma ilusão. 
Apesar do desprendimento, eu me enganava o tempo todo

Eu


sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. 
Mas dá realmente pra ser assim?